A Caramuru Alimentos, empresa com atuação no agronegócio e no setor de biocombustíveis, atravessou um 2026 marcado por instabilidades, mas mantém perspectivas positivas para os próximos meses.
Em entrevista ao programa “É Negócio” da CNN Brasil, Marcus Thieme, CEO da companhia, fez um balanço detalhado dos desafios e oportunidades identificados ao longo do ano.
Ano atípico com guerra e atrasos regulatórios
Segundo Marcos, o ano de 2026 começou de forma bastante atípica. “A gente teve alguns problemas no mercado, logo na sequência uma guerra, ninguém contava que haveria uma guerra no Oriente Médio”, afirmou.
O conflito geopolítico impactou diretamente o setor de biocombustíveis e trouxe dificuldades para o agronegócio. Um dos reflexos mais diretos foi o atraso na implementação do B16, mistura de biodiesel prevista para entrar em vigor em abril, mas que não foi adotada porque os testes necessários ainda não haviam sido concluídos.
“Todo esse problema que a gente teve de guerra acabou atrasando um pouco essa questão de a gente já implementar o B16”, explicou Marcos, lembrando que a medida havia sido aprovada pela lei do combustível do futuro, que prevê o aumento gradual da mistura em 1% ao ano.
Diante das adversidades no setor de biocombustíveis, a Caramuru encontrou oportunidades no segmento de farelos. A empresa produz farelos de alto valor proteico, como o Hypro, com 48% de proteína, e o SPC (proteína concentrada de soja), com 62% de proteína.
