No dia 30 de setembro, o mundo da tecnologia se despediu de uma de suas maiores lendas. Margaret Hamilton, a cientista da computação que liderou a equipe responsável pelo software da missão Apollo, da Nasa, faleceu aos 90 anos em um hospital de Cambridge, nos Estados Unidos. Sua trajetória revolucionária ajudou a moldar o mundo digital em que vivemos hoje e a estabelecer a engenharia de software como uma disciplina dedicada.
Da matemática à meteorologia
Nascida em Paoli, Indiana, em 1936, Margaret formou-se em matemática com especialização em filosofia pelo Earlham College em 1958. No ano seguinte, mudou-se para Boston com o marido, que cursava direito. Para ajudar nas despesas da família, ela conseguiu um emprego no departamento de meteorologia do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), segundo reportou o tilt UOL.
Trabalhando ao lado do professor Edward Lorenz em programas de previsão do tempo, Hamilton teve seu primeiro contato com a programação, um trabalho fascinante que mais tarde influenciaria a famosa teoria do caos. Em 1961, passou ao Laboratório Lincoln do MIT, desenvolvendo o software do primeiro sistema de defesa aérea americano. Ali nasceu sua obsessão pela confiabilidade de softwares, um conceito inteiramente novo para a época.
Em 1965, enquanto se preparava para a pós-graduação, um anúncio de jornal mudou sua vida: o Laboratório de Instrumentação do MIT buscava profissionais para criar um programa capaz de "enviar o homem à Lua".
Margaret Hamilton, engenharia de software que levou missão Apollo à Lua, morre aos 90 anos
