O governo de Israel criticou nesta sexta-feira (9) a decisão do Comitê Norueguês do Nobel de conceder o Prêmio Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navi Pillay, de 85 anos. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores israelense acusou a organização responsável pela premiação de legitimar o que classificou como “ódio e preconceito anti-Israel”.
A crítica oficial foi realizada após o anúncio da escolha de Pillay, que presidiu uma comissão internacional independente de investigação criada pelo Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). Em setembro de 2025, o grupo concluiu que Israel havia cometido genocídio na Faixa de Gaza, acusação rejeitada pelo governo israelense.
“Se houvesse um prêmio para mentiras, ódio e libelos sanguíneos, Navi Pillay não seria apenas uma concorrente. Ela seria uma das principais favoritas”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores de Israel.
“Conceder o Prêmio Nobel da Paz a Pillay não é um reconhecimento da justiça. É a grotesca instrumentalização de um prêmio para legitimar o ódio e o preconceito anti-Israel”, acrescentou a pasta.
A conclusão da comissão presidida pela jurista foi apresentada em relatório sobre a atuação israelense durante a guerra em Gaza, iniciada após os ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. O documento atribuiu ao governo israelense responsabilidade por atos classificados como genocidas.
