A onda azul do primeiro turno das eleições nacionais de 2026 já elegeu maioria no Congresso Nacional - Câmara Federal e Senado da República. Agora chega ao segundo turno das eleições presidenciais com Flavio Bolsonaro na frente de Lula.
Flavio em ascensão nas pesquisas e favorito. Lula pintado para guerra para reagir e reverter o quadro. Vinte dias de tensão máxima até 25 de outubro. Guerra de rejeições. Eleições sui generis.
Para onde vamos em 2027? O cenário é de incertezas. Não é apenas a questão fiscal. A crise não é só de governo. É de poder.
Vamos outra vez às urnas no domingo 25 de outubro em cenário de derretimento dos Três Poderes da República - Judiciário, Legislativo e Executivo. No limiar de uma Crise de Estado.
São os estertores, agora mais fortes, do colapso do Contrato Social da Constituição de 1988, 38 anos depois. Cansados, os brasileiros foram e vão às urnas em clima de profunda desesperança.
Ao mesmo tempo, enxergam as previsões factuais de que 2027 será um ano muito difícil na economia, na política e nas condições sociais. Menos PIB, mais carestia, menos oportunidades de trabalho e renda. Mais desesperança.
No limite da desesperança, mais do que nunca anseiam por renovação, já às portas do risco de anomia social e do caminho da desobediência civil.
Este é o grito contido que foi e que vai às urnas outra vez. Precisamos compreender que o país chegou ao limite e que a República está sob ameaça.
