Às vésperas do segundo turno das eleições de 2026, golpistas usam o nome do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cobrar uma falsa taxa de regularização do título de eleitor. As mensagens citam o CPF das vítimas e direcionam para páginas que imitam os canais oficiais.
A fraude explora o receio de eleitores de enfrentar problemas para votar. A Justiça Eleitoral não cobra pelos serviços de emissão e atualização do título nem solicita pagamentos ou dados pessoais e bancários por WhatsApp, SMS ou e-mail.
Como funciona o golpe
As mensagens alegam que existe uma pendência vinculada ao CPF da vítima. Ao clicar no link, o eleitor é direcionado a uma página falsa, onde pode ser pressionado a pagar por Pix ou boleto para evitar supostas restrições a documentos e serviços públicos.
O uso de dados verdadeiros ajuda a dar credibilidade à abordagem. Gustavo Marquini, especialista em segurança digital e fundador do ecossistema Davi, explica que a fraude combina a credibilidade da Justiça Eleitoral, a atenção despertada pelo período de votação e o uso de dados reais das vítimas, como o CPF, para dar aparência de legitimidade às mensagens.
A estratégia é conhecida como engenharia social: em vez de explorar uma falha tecnológica, os criminosos manipulam a confiança e a preocupação da vítima. Como explica o especialista, o objetivo é fazer com que o eleitor aja por medo de estar irregular.
