O diretor de motores da Red Bull, Ben Hodgkinson, prefere falar em confiança, e não em expectativa, após a histórica primeira vitória da equipe como fabricante de unidades de potência na Fórmula 1.
Max Verstappen venceu de ponta a ponta o Grande Prêmio do Bahrein, na Malásia, no último fim de semana, partindo da pole position e registrando a volta mais rápida. O resultado veio após 16 corridas da nova era de regulamentos da categoria.
A conquista superou as previsões de quem duvidava que a marca de energéticos conseguiria competir com fabricantes consolidadas, como Mercedes e Ferrari, ao desenvolver do zero uma das unidades de potência mais complexas da história do automobilismo.
A etapa de Sepang também marcou a primeira pole position de 2026 de um carro que não utiliza motor Mercedes. Ainda assim, Hodgkinson demonstrou cautela ao comentar as expectativas para a equipe.
“Vencemos uma corrida. Uma em 16”, afirmou o diretor técnico à Reuters, antes do Grande Prêmio de Singapura deste fim de semana, que marcará a 250ª largada do tetracampeão Verstappen na Fórmula 1.
“Acho que expectativa é uma palavra perigosa para qualquer engenheiro na Fórmula 1. É quando você começa a subestimar a concorrência que começa a perder. Todo o projeto do motor foi construído com a convicção de que isso era possível. Então, eu acreditava. Não esperava”, acrescentou.
