Como Elon Musk acumulou tanto poder e por que a sociedade permitiu essa concentração de influência? Essas são as perguntas que orientam “Musk”, documentário de quase quatro horas dirigido por Alex Gibney, que investiga a trajetória do empresário por meio de entrevistas e registros públicos.
Exibido nos cinemas, o filme percorre a carreira do bilionário e sua atuação política recente. Apesar da pesquisa extensa, a crítica do The New York Times considera que a produção acrescenta poucas revelações sobre uma figura cuja vida já foi amplamente exposta.
Filme recria Musk com inteligência artificial
Musk, à frente de Tesla, SpaceX e Starlink, recusou-se a conceder entrevista ao diretor. Para contornar a ausência, Gibney criou um avatar digital com inteligência artificial, baseado em declarações e aparições públicas do empresário. A representação reproduz sua voz e suas palavras e se dirige diretamente à câmera.
O recurso ajuda a apresentar a interpretação que orienta o documentário: Musk enxergaria o mundo como um jogo a ser vencido, no qual outras pessoas podem se tornar adversários ou peças descartáveis. O filme também aborda seu interesse pela teoria da simulação, segundo a qual a realidade poderia ser uma simulação criada por uma inteligência superior.
A primeira metade se concentra na trajetória profissional do empresário. Ex-colaboradores questionam a imagem de gênio tecnológico e relatam episódios de apropriação de méritos e práticas consideradas enganosas.
