Ao fazer a primeira declaração após receber o Prêmio Nobel da Paz de 2026, nesta sexta-feria (9/10), a jurista sul-africana Navi Pillay brincou com a situação e disse que, se fosse um pouco mais aplaudida, “talvez dividiria o prêmio com Trump”. Segundo ela, “como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade”, afirmou, questionando se o prêmio era real.
Na quarta-feira (7/10), dois dias antes do anúncio do prêmio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu que ele merecia receber a honraria, alegando que impediu uma possível “destruição total do mundo”. Na ocasião, ele voltou a citar as ações de seu governo em conflitos internacionais como justificativa para receber a premiação.
“Acho muito apropriado estar aqui com amigos e colegas, pessoas que apoiam os direitos humanos. A última coisa que fiz foi apresentar o relatório sobre Gaza, no qual afirmamos que o que está acontecendo lá é genocídio. Uma das principais reações a esse trabalho foi o reconhecimento da minha coragem. E vocês podem imaginar o quanto fiquei surpresa. Por que seria preciso coragem para dizer a verdade? Você interpreta a lei, analisa todos os fatos. É uma tomada de decisão imparcial”, destacou Navi Pillay.
“Neste momento, continuo atuando como juíza ad hoc no caso movido pela Gâmbia contra Mianmar. Todo mundo me pergunta quando vou parar, quando vou encerrar meu trabalho. Acabei de completar 85 anos no mês passado.
