Investigações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) apontam que Gabriel Maurício Soares Paes (foto em destaque), operador do Comando Vermelho (CV) conhecido como “Ximba”, preso em flagrante na madrugada desta sexta-feira (9/10), no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), teria movimentado aproximadamente R$ 50 milhões no período de um ano, por meio de uma complexa rede de contas bancárias, laranjas e pessoas jurídicas.
A engrenagem teria sido utilizada para recepção, transferência, fragmentação e circulação de recursos provenientes de uma central de golpes financeiros vinculada ao Comando Vermelho (CV), a qual seria operada por Ximba.
Levantamentos da PCERJ apontam que a célula criminosa estaria inserida em uma estrutura subordinada às lideranças de Edgar Alves de Andrade, vulgo “Doca”, um dos principais chefes do CV, e Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”.
Ximba ainda mantinha atuação direta com Nikolas Fernandes Soares, o “Hurley”, preso durante a Megaoperação Contenção, deflagrada em 28 de outubro de 2025. Hurley era gerente do tráfico de drogas no Complexo da Penha e operador financeiro ligado a Doca.
Tráfico e fraudes
As diligências revelaram que Ximba e Nikolas atuavam de forma coordenada na movimentação, pulverização e dissimulação de recursos ilícitos, inclusive valores oriundos do tráfico de drogas, utilizando, para isso, contas de laranjas, pessoas jurídicas e empresas com características de fachada sediadas em diferentes estados do país.
