O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão de Nailze Aparecida Ribeiro Silva, de 54 anos, para o início do cumprimento da pena de 14 anos por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
A ordem chegou à Polícia Federal (PF) na quarta-feira 7, depois que a condenação transitou em julgado, quando não cabem mais recursos.
Moradora de São Bernardo do Campo (SP), Nailze estava em liberdade provisória, com uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares. Ela foi presa em 9 de janeiro de 2023, no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, na capital federal.
Em sua decisão, Moraes determinou que a condenada comece a cumprir a pena em regime fechado. O ministro também ordenou exames médicos oficiais antes do início da execução e estabeleceu que o período de prisão provisória seja descontado da pena.
Condenação por cinco crimes
O STF condenou Nailze a 14 anos de prisão em julgamento virtual realizado entre 15 e 22 de maio deste ano. A pena inclui 12 anos e seis meses de reclusão, um ano e seis meses de detenção e o pagamento de 100 dias-multa.
Por maioria, os ministros consideraram a ré culpada por cinco crimes: associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
O tribunal também fixou indenização mínima de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
