Dormir em camas ou quartos separados não prejudica nem favorece, por si só, o desejo e a vida sexual do casal. O efeito depende dos motivos da escolha, da forma como a intimidade é cultivada ao longo do dia e da dinâmica de convivência entre os dois.
Conhecido como “divórcio do sono”, a tendência tem sido adotada por casais, principalmente para melhorar a qualidade do sono. Dormir em quartos separados tem se tornado uma opção quando um dos parceiros ronca, quando os horários de sono são diferentes, quando há movimentos frequentes, preferências de temperatura ou outras alterações noturnas.
De acordo com um estudo da Universidade de Michigan, publicado no Journal of Sexual Medicine, que acompanhou 171 mulheres por 14 dias, cada hora adicional de sono aumentou em 14% a chance de atividade sexual no dia seguinte. As participantes que dormiam mais também relataram melhor nível de vontade sexual.
Por outro lado, segundo um estudo de 2020, publicado na revista Frontiers in Psychiatry, pesquisadores alemães monitoraram 12 casais jovens e saudáveis durante quatro noites em laboratório. O sono REM, associado à regulação emocional e à interação social, foi maior e menos interrompido quando o casal dividia a cama, e os ciclos de sono dos parceiros ficaram sincronizados. Apesar dos resultados, os próprios autores reconhecem que a amostra é pequena.
Para a psicóloga Kênia Ramos, do hospital Mantevida, a opção por camas separadas não indica obrigatoriamente um problema.
