Entre os vinte deputados federais mais bem votados no Brasil, Guilherme Cortez (PSol) avalia que o resultado de sua candidatura e de outros nomes da nova geração do campo progressista mostra que a esquerda formou, nos últimos anos, uma geração capaz de enfrentar a extrema-direita em um terreno que, segundo ele, “durante oito anos eles disputaram quase sozinhos”.
“Elegemos uma bancada muito mais preparada para enfrentar a extrema-direita do que quatro anos atrás, e absolutamente mais do que oito anos atrás”, afirmou Cortez em entrevista à coluna.
Deputado estadual eleito para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em 2022, o parlamentar foi um dos que participaram de um encontro com Lula em Brasília que reuniu jovens políticos de esquerda que conseguiram votação expressiva na votação do último domingo (4/10).
atribui o avanço a um processo de aprendizagem. Segundo ele, os anos de convivência com a extrema-direita nos parlamentos e em podcasts possibilitaram com que lideranças de esquerda construíssem formas de fazer a disputa ideológica.
“Fomos aprendendo também, testando, errando”, disse. Para Cortez, o resultado é “muito superior” ao que a esquerda tinha quatro anos atrás e “infinitamente superior” ao de antes. Ele avalia que a direita tem o algoritmo das redes sociais a seu favor e que a esquerda segue em desvantagem numérica. Ainda assim, diz haver “figuras de ponta” em vários estados do país, com “capacidade imensa de vencer a direita”.
