A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos, recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9/10). Um dos destaques de sua carreira foi o trabalho jurídico em defesa de Nelson Mandela e de outros ativistas que combateram o apartheid, regime de segregação racial que vigorou oficialmente na África do Sul entre 1948 e o início da década de 90.
Sua trajetória é marcada pela defesa dos direitos humanos, pelo combate à impunidade e pela atuação em processos internacionais relacionados a crimes de guerra e genocídio.
A atuação de Pillay ocorreu em um período em que a população negra enfrentava discriminação institucionalizada, restrições de direitos políticos e violência estatal.
Mandela, principal símbolo da resistência ao regime, passou 27 anos preso até ser libertado, em 1990.
Em 1993, Mandela dividiu o Nobel da Paz com Frederik de Klerk, então presidente sul-africano, pelos esforços para encerrar pacificamente o apartheid e estabelecer as bases de uma democracia no país.
Luta contra violência sexual em conflitos armados
Nascida em 1941, na província sul-africana de Natal, Navi Pillay pertence à comunidade tâmil, de origem indiana. Em 1967, tornou-se a primeira mulher a abrir um escritório de advocacia em sua província. Durante os anos de apartheid, defendeu ativistas contrários ao regime e denunciou casos de tortura e violações de direitos de pessoas presas.
