A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos, foi anunciada nesta sexta-feira (9) como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026. O Comitê Norueguês do Nobel reconheceu sua atuação na defesa dos direitos humanos, no combate à discriminação racial e no fortalecimento do direito internacional.
Segundo o presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, Pillay foi escolhida “por sua coragem e integridade excepcionais em sua atuação jurídica e por seus esforços para promover a paz e o direito internacional”.
Nascida em Durban, na África do Sul, em uma família de origem indiana tâmil, a jurista construiu sua carreira durante o apartheid, regime de segregação racial que vigorou no país até o início da década de 1990.
“O compromisso de Navi Pillay com os princípios jurídicos universais e sua firme bússola moral são constantes ao longo de sua extensa carreira. Nascida em uma família de origem tâmil indiana, durante o apartheid, em Durban, na África do Sul, Pillay tornou-se advogada e pioneira no campo jurídico, enfrentando a profunda discriminação estrutural, a segregação e a exclusão”, afirmou Frydnes.
Pillay é a 21ª mulher a receber o Nobel da Paz, segundo os dados apresentados pelo comitê.
Atuação em Ruanda
Pillay iniciou sua trajetória profissional como advogada na África do Sul, quando a população negra e outros grupos não brancos enfrentavam restrições de direitos civis e políticos impostas pelo apartheid.
