A nova era da 'guerra às drogas', no centro da estratégia de Trump para a América Latina
Bloomberg via Getty Images
Quando, em junho de 1971, o então presidente americano Richard Nixon (1969-1974) declarou uma "guerra às drogas", ele estava dando início a mais de cinco décadas de envolvimento dos Estados Unidos em ações dentro e fora do país para "combater e derrotar" o que descreveu como "inimigo público número um".
Na América Latina, os esforços dos EUA contra o narcotráfico e os cartéis passaram por várias fases ao longo desses anos, incluindo operações para erradicar plantações de coca, acordos de extradição, fornecimento de armas, treinamento e assistência militar.
Mas apesar dos bilhões de dólares investidos em mais de meio século, o mercado de drogas ilegais nunca foi eliminado, e o tráfico se adaptou e se expandiu.
Agora, sob o governo do republicano Donald Trump nos EUA e com a cooperação de líderes aliados na região, a "guerra às drogas" entrou em uma nova era, marcada pelo aumento da militarização e por uma retórica que equipara traficantes a terroristas.
"É absolutamente uma nova era, por vários elementos. Um deles é a militarização extrema, sem precedentes", diz à BBC News Brasil a cientista política Vanda Felbab-Brown, pesquisadora sênior da Brookings Institution, think tank com sede em Washington.
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