A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou ao 2º turno desorganizada, e agora o PT procura um culpado. O problema central, porém, está no topo. Segundo relatos de aliados, o presidente não escuta ninguém e apostava que venceria a eleição em 4 de outubro, no 1º turno.
Em uma reunião com congressistas jovens do partido, na 4ª feira (7.out), Lula disse a Edinho que a campanha havia sido a “menos organizada” de que participou desde 1989. A fala não deveria ser transmitida, mas o PT iniciou a transmissão e a interrompeu durante o discurso de Lula. A declaração expôs publicamente um conflito que já vinha sendo discutido nos bastidores.
A busca por responsáveis se concentra em 3 nomes:
Janja da Silva: petistas a consideram inconveniente e dizem que ela se mete em tudo. Na reunião da cúpula do partido, Kátia Abreu, coordenadora da campanha no Tocantins, resumiu o clima: “Menos Janja, mais Alckmin”. A primeira-dama também decide quem sobe nos palanques e nos carros de som. Mas ela não sairá de cena;
Sidônio Palmeira: sua estratégia de comunicação é criticada por integrantes da campanha por ser engessada. Há coro pela demissão do marqueteiro. Sidônio é ministro da Secom e sócio de Raul Rabello, que assina a propaganda eleitoral de Lula. Flávio, por outro lado, trocou de marqueteiro mais de uma vez. Marcello Lopes saiu e deu lugar a Eduardo Fischer, que assumiu em meio à crise do caso “Dark Horse”, ligado ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
