O custo de produção no confinamento bovino seguiu trajetórias diferentes em setembro no Sudeste e no Centro-Oeste. Enquanto a estabilidade das despesas com alimentação e a valorização do boi gordo favoreceram a rentabilidade dos pecuaristas do Sudeste, o aumento dos custos alimentares pressionou os resultados no Centro-Oeste.
Com essa diferença, o lucro estimado por animal chegou a R$ 1.210,21 no Sudeste, contra R$ 906,75 no Centro-Oeste, uma vantagem de R$ 303,46 por cabeça para a primeira região, a maior registrada em 2026.
Os dados são do ICAP (Índice de Custo Alimentar Ponta), da Ponta Agro, que acompanha as despesas com alimentação nos confinamentos bovinos. Em setembro, a relação entre o preço do boi gordo e o custo diário de alimentação atingiu um recorde histórico no Sudeste. Uma arroba passou a pagar 30,77 dias de cocho, superando pela primeira vez a marca de 30 dias na região.
O resultado foi impulsionado pela valorização de 4,40% do boi gordo, cuja cotação chegou a R$ 356 por arroba, enquanto o custo alimentar diário avançou apenas 0,26%, para R$ 11,57 por cabeça. Na prática, o preço de venda do animal aumentou em um ritmo que permitiu ampliar a capacidade de pagamento das despesas com alimentação durante o confinamento.
O ICAP subiu 6,64% em setembro, para R$ 12,68 por cabeça por dia, registrando a maior alta mensal desde março.
