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O próximo presidente vai encontrar um agronegócio que, apesar de sua importância para a economia brasileira, ainda enfrenta gargalos que não devem ser resolvidos em um único mandato.
Endividamento e crédito caro, baixa cobertura do seguro rural, perdas provocadas por eventos climáticos extremos, dificuldades de infraestrutura, dependência de insumos importados e barreiras para ampliar mercados estão entre os problemas apontados por especialistas ouvidos pelo g1 e pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).
A entidade propõe cinco frentes de políticas públicas para enfrentar essas questões. Especialistas, porém, ressaltam que os desafios têm dimensões diferentes e que algumas soluções dependem de ações contínuas do governo e da iniciativa privada.
As propostas são:
Política nacional de financiamento, seguro rural e resiliência climática da agroindústria: criação de um marco plurianual para ampliar os recursos destinados ao setor, incluindo um Fundo Nacional de Catástrofes Climáticas.
Política industrial para fortalecer as cadeias estratégicas da agroindústria brasileira: estímulo à produção de insumos, para garantir a competitividade da indústria brasileira, eliminando o "passivo regulatório" para agilizar a aprovação de novas tecnologias.
Do campo ao Planalto: os problemas que o agro quer ver resolvidos pelo próximo presidente
