A coligação que apoia a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou a Polícia Federal para investigar um suposto esquema ilegal de distribuição de criptomoedas em troca de posts pedindo votos para o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O caso envolve a criação do site brasil22token.com e da moeda virtual B22 (“Brasil 22 Token”), que, de acordo com a notícia-crime apresentada, prometia prêmios em ativos digitais a usuários que publicassem conteúdos incentivando o voto no número 22. Eis a íntegra (PDF - 6 MB).
A peça menciona uma reportagem de Patrícia Campos Mello, publicada na Folha de S.Paulo, que diz que o site está sendo divulgado no perfil hyperskidsafrica do Instagram, que tem 12,9 milhões de seguidores e arrecada recursos para construir casas para crianças em Uganda.
De acordo com a publicação, um vídeo de crianças dançando com camisetas amarelas com a mensagem “B22 token” e cantando “vota, vota e confirma, 22 é Bolsonaro” havia alcançado mais de 1,2 milhão de visualizações.
As crianças também dizem que há “um novo token e o objetivo dele é ajudar o Brasil” e citam os nomes de Flávio, do deputado Nikolas Ferreira (PL), e de Pablo Marçal.
Na notícia-crime, a coligação de Lula aponta Kevim Flores como idealizador do projeto. Segundo a reportagem da Folha, Flores tem feito publicações no X e no Instagram divulgando atualizações e lançamento do site, mas não se identifica como dono da página.
