A indústria brasileira pode se beneficiar do avanço do nearshoring no México e ampliar sua relação com o setor industrial do país. A avaliação é de Eric Brenner, CEO da DHL Forwarding para o Brasil, e Erik Meade, presidente-executivo da companhia para a América Latina.
Nearshoring é uma estratégia comercial que envolve a transferência de produção e serviços para países próximos. O movimento tem provocado um crescimento da indústria no México e, na percepção dos executivos, há uma complementaridade entre os países que pode se tornar um fator positivo para toda a região.
“Eu acho que tem uma grande oportunidade na América Latina. Brasil e México podem trabalhar como uma âncora na América Latina”, aponta Meade.
“O nearshoring no México vem transformando um pouco o setor manufatureiro mexicano, não apenas porque temos recebido novas empresas e novos investimentos no México, mas também pelo redesenho das cadeias de suprimentos na região e globalmente, pelo qual o México está passando para atender diferentes mercados”, explica o CEO para a América Latina.
Na avaliação do executivo, setores como o automotivo, o de máquinas, o siderúrgico, o de bens de consumo e o farmacêutico tendem a se beneficiar de uma maior integração.
“Eu acho que isso é algo de que, com certeza, o Brasil pode aproveitar mais, com a expansão da manufatura no México criando essa plataforma natural para os fornecedores brasileiros se integrarem mais ao México”, diz.
