Mais da metade dos senadores eleitos que são favoráveis ao impeachment de ministros do STF é investigada ou citada em investigações. Alguns desses casos já estão no STF, e outros devem chegar à Corte com a posse dos novos senadores. Ao todo, 16 dos 31 novos senadores pró-impeachment são investigados ou citados em apurações em curso.
Em último caso, as apurações contra os senadores podem se tornar um instrumento de poder dos ministros contra o andamento de eventuais processos de impeachment no Senado.
Por outro lado, senadores pró-impeachment lembram que o Legislativo tem o poder de suspender o andamento de ações penais contra seus integrantes, a pedido dos partidos. Foi o que aconteceu com uma ação penal contra o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) em outubro do ano passado. Neste domingo, Gayer elegeu-se senador por Goiás.
Até o momento, o resultado das urnas indica que a próxima composição do Senado terá pelo menos 50 senadores favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Para que um pedido do tipo seja realmente aprovado, são necessários 54 votos, além da anuência do presidente da Casa, a quem cabe dar andamento a um pedido dessa natureza.
As investigações atingem também senadores eleitos que não se posicionaram abertamente a favor do impeachment de ministros do STF, mas que devem ter papel importante na próxima legislatura.
É o caso do ex-presidente da Câmara, o senador eleito Arthur Lira (PP-AL).
