A pesquisadora Manoella Cará Treis, de 29 anos, teve a posse como professora do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) barrada após a junta médica oficial considerá-la “inapta para a localidade prevista no concurso público”.
Autista e com uma condição autoimune - doença inflamatória tipo 2, para a qual realiza tratamento há dois anos -, ela havia sido aprovada pela reserva de vagas para pessoas com deficiência (PcD) no concurso público do instituto, regido pelo Edital nº 13/2023.
Emitido em 26 de maio de 2026, o laudo, entretanto, não declarou Manoella incapaz para a docência. A junta reconheceu sua capacidade para exercer a atividade, mas apontou uma suposta incompatibilidade entre as necessidades de acompanhamento médico da pesquisadora e a estrutura de saúde disponível em Veranópolis (RS), município onde ela seria lotada.
Veranópolis, município com 24 mil habitantes, fica a 80 km de Caxias do Sul e 163 km de Porto Alegre.
Apesar do argumento do instituto, em entrevista ao Metrópoles, Manoella relata que já havia trabalhado como professora substituta no mesmo campus, antes de ser aprovada no concurso para uma vaga efetiva. Um atestado de regência emitido pelo próprio IFRS registra que ela ministrou disciplinas na instituição entre 7 de março de 2022 e 1º de fevereiro de 2024, com carga horária total de 1.256 horas.
“Eu trabalhei por dois anos no IFRS, em Veranópolis, no mesmo cargo, como professora substituta de administração.
