A OMS (Organização Mundial da Saúde) lançou na quarta-feira (7) as primeiras diretrizes sobre o tratamento de obesidade para crianças e adolescentes no mundo. Segundo o órgão, a prevalência da doença nessa faixa etária quadriplicou desde 1990, passando de 2% para 8%.
Entre as recomendações apontadas pela organização estão abordagens integradas que combinem obrigatoriamente intervenções na dieta dos menores, atividade físicas e mudanças comportamentais. No plano para o combate à obesidade podem ser incorporados métodos de melhorias no sono, redução de comportamentos sedentários e exercícios adaptados às preferências e condições de saúde da criança.
O guia deixa claro, portanto, que o tratamento farmacológico, cirurgia bariátrica (cirurgia de perda de peso que altera o estômago ou trato digestivo) e dispositivos para perda de peso não são recomendados para menores de 0 a 9 anos.
A base do cuidado da obesidade para crianças e adolescentes não é a medicina ou cirurgia, mas o acesso a um suporte abrangente que permita alimentação saudável, atividade física e mudança sustentável de comportamento.
Dra. Luz María De Regil, diretora do Departamento de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS
Por outro lado, para adolescentes de 10 a 19 anos, o tratamento com medicamentos intensivos, mas aprovados, podem ser considerados apenas se o tratamento convencional não alcançar os resultados desejados.
