Cercado por estereótipos e crenças distorcidas por filmes como Cinquenta Tons de Cinza, o BDSM é o universo complexo. Suas práticas consensuais envolvem dinâmicas baseadas em confiança, comunicação e acordos francos entre adultos. A sigla, que significa bondage, disciplina, sadismo e masoquismo, reúne uma infinidade de vertentes e tem ganhado cada vez mais espaço em debates sobre sexualidade livre.
Por ser um meio com muitos nichos e possibilidades, é natural que quem está de fora sinta curiosidade sobre seu funcionamento. Pensando nisso, a coluna Pouca Vergonha decidiu conversar com Heitor Werneck, produtor cultural e especialista no tema, para desmistificar os preconceitos e mostrar que a prática vai além das algemas e dos chicotes.
Confira as respostas!
Principais mitos e curiosidade comentados por um fetichista
Depois de mais de 20 anos frequentando e organizando festas BDSM, qual é, na sua opinião, a maior curiosidade sobre esse universo que ainda surpreende quem está de fora?
O que eu vejo hoje em dia ainda é muito preconceito e muita vergonha. O que acontece com o fetiche é que a gente vive em uma sociedade cheia de preocupações sobre o que o outro vai pensar. Por exemplo, há muita gente que gosta de golden shower e que tem vergonha de falar que é fetichista.
E a palavra fetiche vem da palavra feitiço. Então você usa algumas partes do corpo, algumas partes de indumentária ou algumas partes de excitação para encantar, e não para exercer o pleno poder.
