O deputado federal André Janones (Rede-MG) minimizou, nesta 5ª feira (8.out.2026), o peso político dos candidatos à Presidência que perderam no 1º turno e declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A fala veio depois de o escritor Augusto Cury (Avante) anunciar apoio a Flávio. Para o congressista mineiro, a adesão não altera o cenário eleitoral, pois Cury não tem força suficiente para arrastar votos.
“Muda nada! Muda nada!”, reagiu Janones durante uma transmissão em que ele orientava sobre estratégias para conquistar mais votos para o petista. “O cara que votou no Cury não vai dizer: ‘Ah, eu votei no Cury. Agora eu vou votar no Flávio porque o Cury tá mandando’”, continuou.
O argumento de Janones é que a lógica de transferência de votos só funciona quando parte de líderes nacionais consolidados. Cury, Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), segundo ele, não se encaixam nesse perfil.
“Funciona quando é o contrário. Se o Lula apoiasse um deles, as pessoas diriam: ‘Bom, não conheço bem esse Cury, mas confio no Lula. E o Lula tá pedindo, eu vou votar no Cury’”, disse Janones, argumentando por que a equação inversa não se aplica.
Com o apoio do escritor, Flávio isola ainda mais o presidente Lula. O candidato do PL já recebeu apoio dos seguintes partidos: União Brasil, Republicanos, Progressistas, Novo, Podemos e 17 diretórios do MDB. O PSD se manteve neutro, mas Caiado vai apoiar o candidato do PL.
