A proporção de indústrias que tentaram contratar ou renovar crédito de longo prazo, mas não conseguiram os recursos, subiu de 33% em 2025 para 37,2% em 2026. O percentual considera apenas as empresas que buscaram financiamento.
Os dados são de uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta sexta-feira (9), e se referem ao período de fevereiro a julho.
Os juros altos são o principal obstáculo para conseguir crédito. Entre as indústrias que tiveram dificuldade para obter financiamento de curto ou médio prazo, 76% citaram as taxas como uma das barreiras. No crédito de longo prazo, o percentual foi de 68,9%.
As exigências de garantias reais, como imóveis, também dificultam o acesso ao financiamento. Elas foram citadas por 33,4% das empresas com dificuldades no crédito de curto ou médio prazo e por 31,5% das que enfrentaram problemas nas operações de longo prazo.
Agora no g1
Crédito de longo prazo para despesas do dia a dia
Parte das indústrias usa financiamentos de longo prazo para pagar despesas cotidianas, como salários e compra de insumos.
O capital de giro foi apontado como principal finalidade por 28,7% das empresas que buscaram, contrataram ou renovaram esse tipo de crédito.
O percentual ficou acima do registrado para investimentos em máquinas e equipamentos (23,6%) e construção e instalações (11,6%).
Mais de um terço das indústrias brasileiras não conseguem crédito de longo prazo
