Uma eleição doméstica sempre é uma mensagem para os parceiros sobre novas posturas. Seja quem for o vencedor no segundo turno do pleito brasileiro, a mensagem está dada: haverá mudanças na agenda externa do Brasil.
A vitória no Congresso (Câmara dos Deputados e Senado) dos aliados de Flávio Bolsonaro (PL) define uma alteração na maneira como o Brasil vai conduzir o seu jogo democrático interno.
E, mais do que tudo, estipula ao país a necessidade de uma pauta externa que seja virtuosa. Especialmente em relação ao crime organizado transnacional de origem brasileira, que se tornou a maior obrigação do Planalto em relação aos vizinhos.
O PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) são, hoje, os principais entes do crime organizado contemporâneo na região. O país vai precisar construir mecanismos de concertação externa, participar de esquemas de enfrentamento às facções e ao tráfico de drogas e armas.
Pautas ambientais também estarão no radar, como o combate ao garimpo e o desmatamento ilegal, junto da grilagem de terras e praticamente todos os aspectos que afetam a Amazônia. A floresta é um “espaço comum” com os vizinhos e, neste momento, está dominado pelo crime organizado, justamente por meio das facções de origem brasileira.
Mas, principalmente, a segurança pública se tornou o principal interesse da população.
