Em 6 de maio de 1937, o mundo assistia estarrecido ao fim trágico do dirigível Hindenburg em Lakehurst, perto de Nova York. A bordo da aeronave estavam 61 tripulantes, 36 passageiros, dois cachorros, além de bagagens, cargas e correspondências.
O acidente ocorreu no final de uma tarde chuvosa, exatamente 77 horas depois da decolagem em Frankfurt, na Alemanha. A tragédia deixou 35 pessoas mortas e colocou um ponto final definitivo na era de ouro dos transatlânticos voadores.
Construído pela empresa Zeppelin, o orgulho da engenharia alemã tinha impressionantes 245 metros de comprimento e 41,5 metros de diâmetro. O gigante alcançava 135 km/h e contava com autonomia de voo de 14 mil quilômetros.
Naquele dia, o forte vento obrigou o capitão Max Pruss a sobrevoar o ponto de atracação por duas vezes. Para aliviar o peso, o comandante ordenou a soltura de gás e de mais de uma tonelada de água.
Com as escadas já baixadas e a apenas 60 metros do solo, um incêndio devastador começou na cauda. Em meio minuto, o corpo da nave caía em chamas sobre o solo norte-americano.
O choque transmitido ao vivo para o mundo
O repórter Herb Morris, da rádio CBS, transmitia a aterrissagem e balbuciou emocionado: “Terrível, ele está caindo. Os passageiros… não posso continuar. A pior catástrofe do mundo”.
Cinco equipes de cinegrafistas e dezenas de repórteres e fotógrafos registraram a destruição do zepelim.
