Até aqui o segundo turno das eleições segue exatamente as previsões. Duas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira (8), indicam uma vantagem a favor de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) um pouco maior do que a diferença que registrou sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas do primeiro turno.
Era o que se aguardava. Flávio recebeu o apoio de mais partidos de centro e de mais um dos derrotados à eleição presidencial.
Era também o que se esperava.
Depois de muitas discussões internas, a campanha do PT resolveu adotar a fórmula da destruição do adversário. A campanha negativa, anunciando que o candidato da oposição a Lula vai meter a tesoura em programas sociais.
Era exatamente o que se esperava também.
O que mais se espera?
Que as dificuldades de Lula para conseguir uma virada continuem basicamente as mesmas. Ou seja, diminuir a taxa de abstenção, que costuma ser até mais alta num segundo turno com muitas eleições estaduais já decididas, e conquistar a fatia maior dos votos de derrotados, cujo perfil era claramente de centro direita.
A campanha de Flávio joga parada, como se diz, pois sendo ele no momento o claro favorito, é ele também quem tem mais a perder com eventuais erros beneficiando o adversário. A pergunta é saber o que vai funcionar em que medida.
A inércia, digamos assim, das eleições sugere que Flávio tem grande probabilidades de manter sua vantagem inalterada nos próximos 15 dias, quando ocorre a votação de segundo turno.
