O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) oficializaou nesta quinta-feira (8) a criação do NFD (Núcleo de Forense Digital), um braço da corte para apoiar exames de materiais suspeitos de fabricação ou manipulação, especialmente por IA (Inteligência Artificial), durante as eleições.
O núcleo será formado por uma estrutura técnica que ajudará a verificar autenticidade, integridade e origem de conteúdos digitais. Sua atuação especializada dependerá de fatores como complexidade, gravidade, escala ou potencial de dano da ocorrência.
Entre as atribuições do NFD, estão o recebimento e processamento de demandas de apoio técnico especializado, a articulação para análise de ocorrências, a atualização de metodologias de forense digital e a promoção de atividades de capacitação e treinamento.
O trabalho poderá alcançar imagens, áudios, vídeos, arquivos e metadados. Também poderão ser analisados inícios técnicos de automação, disparos em massa e ações coordenadas inautênticas.
Os exames deverão gerar documentos com identificação dos materiais, métodos empregados, resultados, limitações e responsáveis. Ferramentas automatizadas poderão auxiliar, mas a interpretação caberá a especialistas, com apreciação pela autoridade competente.
A Secretaria Judiciária vai coordenar o encaminhamento das demandas. A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação ficará responsável pelo desenvolvimento técnico, atualização de protocolos e capacitação.
