Uma sequência de chuvas, elevada umidade, baixa luminosidade e a ocorrência de granizo e ventos fortes prejudicaram o potencial produtivo da safra de trigo do Rio Grande do Sul em 2026, afirmou nesta quinta-feira a Emater, em boletim semanal.
“No centro-oeste e noroeste do Estado, os eventos meteorológicos no período provocaram acamamento, debulha de espigas e perdas de estruturas reprodutivas em áreas atingidas por granizo, reduzindo as expectativas inicialmente projetadas para a safra”, afirmou o órgão de assistência técnica do Rio Grande do Sul.
O Estado poderia ser o principal produtor de trigo do Brasil em 2026, com uma produção de 2,2 milhões de toneladas, segundo a estatal Conab. A Emater não divulgou uma nova projeção.
Esse volume já implicaria em uma redução de 36,8% na comparação com a temporada passada, por diminuição na área plantada e menores produtividades estimadas.
Produtores plantaram menos por questões de mercado e também cautela diante do El Niño, que geralmente traz chuvas excessivas para o Sul do país.
Com a quebra de safra, também registrada no Paraná, o Brasil deverá elevar importações do cereal neste ciclo.
Em nota nesta semana, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) afirmou que as compras externas podem se aproximar de 9 milhões de toneladas no ciclo atual, acima da projeção inicial de 7,5 milhões. A Conab alertou já em agosto sobre patamares elevados de importações pelo Brasil.
