Os fósseis de dinossauros são as únicas provas concretas de que esses seres milenares existiram antes da civilização moderna. O esqueleto desses animais pode revelar o tipo de espécie, a rapidez com que cresciam e até como se comportavam. Diferente dos ossos, a pele é muito mais difícil de ser fossilizada, mas novas pesquisas envolvendo o órgão de mais de 60 milhões de anos lançaram luz sobre quais fatores permitiram que ela “sobrevivesse” através das eras.
A pele de um Edmontossauro de 7 metros de comprimento, um tipo de hadrossauro que se alimenta de plantas, foi encontrada nos EUA em 1999, e revelou mordidas e cortes de um antigo réptil. A pele se deteriora muito mais facilmente do que o osso, por isso é extremamente raro encontrá-la, mas a maneira como a carne foi rasgada pode explicar por que ela foi “mumificada”.
Os paleontólogos costumavam pensar que um dinossauro, ou qualquer criatura pré-histórica, precisava ser enterrado com extrema rapidez para que os tecidos moles fossem preservados - mas esse não era o caso desse hadrossauro.
As marcas de mordida no braço do hadrossauro vieram de um parente antigo de um crocodilo, mas o estudo não têm certeza de que tipo de animal arranhou ou rangeu sua cauda - embora provavelmente fosse maior. Não está claro se os ferimentos em seu braço e cauda o mataram ou se foram infligidos por caçadores após a morte.
