O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 5ª feira (8.out.2026) que a proposta de “tesouraço“ ligada ao adversário Flávio Bolsonaro (PL) e os ajustes fiscais em geral penalizam os mais pobres. Depois de um encontro com congressistas em Brasília, o petista disse que governos que falam em corte não pretendem “fazer com que os ricos percam alguma coisa”.
“Eles fazem essa proposta para tirar do pobre”, declarou sobre a proposta de Flávio. Para Lula, teto de gastos e ajuste fiscal seguem a mesma lógica.
Lula concedeu entrevista coletiva no QG de sua campanha, no Lago Sul, em Brasília. O presidente normalmente não conversa com a imprensa nesse formato. A iniciativa faz parte da nova estratégia de comunicação eleitoral, que busca aproximá-lo do público e ampliar sua exposição direta.
Durante a fala, ele listou reduções que diz ter encontrado no Orçamento ao assumir, em 2023, depois da PEC da transição:
59% no Farmácia Popular;
50,7% no Mais Médicos;
45% na prevenção e controle do câncer;
97% na infraestrutura escolar;
99% na prevenção de desastres, com apenas R$ 20 mil disponíveis;
95% no Minha Casa Minha Vida e no Sistema Único de Assistência Social;
mais de 90% nas cisternas do semiárido.
Segundo ele, a merenda escolar ficou 5 anos sem reajuste. O presidente pediu que a imprensa releia o que publicou à época.
Contas públicas
Lula disse ter recebido o Orçamento com deficit de 2,8% do PIB.
