O Tribunal Superior Eleitoral adiou, nesta quinta-feira (8), o julgamento que definiria a situação do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo-PR) ao Senado Federal pelo Paraná. Mesmo com a elegibilidade indefinida, Dallagnol disputou as eleições e foi eleito com mais de 25% dos votos.
Segundo o analista de política Matheus Teixeira, havia uma leitura de que Dallagnol poderia sair desfavorecido caso o julgamento tivesse ocorrido nesta quinta.
“O adiamento, claro, não define a questão, ainda falta uma conclusão, um desfecho para esse caso, mas ele ganha uma sobrevida, ele ganha um respiro enquanto isso”, destacou Teixeira durante o CNN 360º desta quinta.
Análise: Decisão do TSE sobre RJ deixa Lula com menos um palanque
Flávio deve adotar “um novo presidente para um novo Brasil” como mote
Nunes Marques aumenta equipe que fiscaliza propaganda eleitoral no TSE
O cerne da questão jurídica gira em torno da cassação do mandato de Dallagnol como deputado federal. A controvérsia está em determinar se a cassação gerou automaticamente uma inelegibilidade de oito anos ou se o TSE, naquela ocasião, apenas decidiu que ele não poderia mais exercer o mandato de deputado federal.
O próprio Dallagnol defende que foi apenas cassado, sem que houvesse inelegibilidade decorrente. No entanto, o ministro do TSE Floriano Azevedo de Marques e outros ministros do tribunal entendem que sim, ele está inelegível.
