O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, pediu à Justiça norte-americana que obrigue a Meta a restringir o acesso de crianças e adolescentes ao Facebook e ao Instagram. A solicitação, feita nesta quarta-feira, 7, faz parte de uma ação judicial movida pelo Estado contra a empresa e busca impor as medidas provisoriamente, antes da conclusão do processo.
Uthmeier quer que a Meta identifique e exclua das duas redes sociais as contas de usuários menores de 14 anos que moram na Flórida. Para adolescentes de 14 a 17 anos, o procurador pede que o acesso às plataformas seja limitado a duas horas por dia.
A Flórida também pede que a Meta desative, nas contas de adolescentes, a reprodução automática de vídeos e a rolagem infinita, recurso que permite visualizar novas publicações continuamente, sem precisar mudar de página. O Estado quer ainda que a empresa bloqueie o envio e o recebimento de mensagens depois que o usuário atingir o limite de duas horas diárias e deixe de exibir anúncios direcionados a esse público.
O pedido tem como base uma ação movida pelo Estado contra a Meta. A Flórida acusa a empresa de desenvolver plataformas com recursos que estimulam o uso excessivo por jovens e de induzir consumidores a erro sobre a segurança dos serviços. A Meta nega irregularidades.
A legislação da Flórida já proíbe menores de 14 anos de criar contas em determinadas redes sociais e exige autorização dos pais ou responsáveis para usuários de 14 e 15 anos.
