São mais de 1 milhão de papiros escritos em grego antigo, ainda não decifrados e espalhados pelo mundo, guardando relatos de civilizações que viveram há milhares de anos. Pesquisadores acreditam que a inteligência artificial pode ser a chave para decifrar parte desse passado.
A Academia de Ciências da Áustria, em parceria com a startup francesa Mistral, criou o Apollo, descrito como o “primeiro modelo de linguagem avançado para grego antigo”. A tecnologia ajuda pesquisadores a reconstruir textos danificados, por exemplo, com palavras faltando, e a acelerar descobertas que, antes, levavam anos de interpretação.
A IA funciona por meio de uma interface de chatbot e já está disponível para pesquisadores e acadêmicos.
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Primeira IA que lê grego antigo
A Academia de Ciências da Áustria revelou que o Apollo foi treinado com 600 milhões de palavras de textos históricos em grego, incluindo manuscritos, inscrições e papiros.
Na prática, quando um pesquisador submete um material danificado, com trechos faltando ou que não puderam ser decifrados pelo contexto, a IA traça conexões temáticas com a base utilizada no treinamento e usa estatística para estimar o que provavelmente poderia estar escrito.
