São Paulo, A deputada federal Sâmia Bomfim (PSol) afirmou, nesta segunda-feira (8/10), que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno teve pouca abertura para setores que poderiam ter auxiliado na eleição, como influenciadores e grupos de mulheres.
“Houve um centralismo grande e pouca permeabilidade para sugestões e comentários de setores que são mais dinâmicos, que passam por influenciadores, artistas e pessoas que trazem novos pontos de vista. Inclusive mulheres, que são justamente o público com maior potencial de votos neste segundo turno”, afirmou Sâmia, em entrevista ao Metrópoles.
Com mais de 580 mil votos nesta eleição, a deputada teve a quinta maior votação para a Câmara dos Deputados e foi uma das parlamentares convidadas para atuar na campanha de Lula no segundo turno.
Ao Metrópoles, Sâmia disse que parte das ações que considera estratégicas para que o presidente vença Flávio Bolsonaro (PL) estão sendo implementadas agora, com um maior engajamento nas redes sociais, por exemplo. Ela também defendeu que temas como políticas para mães atípicas sejam publicizadas na eleição e colocadas em prática em um novo mandato.
Para Sâmia, a esquerda precisa concentrar seus esforços agora em atingir os eleitores que não foram às urnas no primeiro turno.
