O ministro da Fazenda, Dario Durigan, contestou a proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL) de reduzir em mais de R$ 200 bilhões as despesas públicas. Em entrevista para a CNN Brasil, ele chamou o ajuste fiscal prometido de “ilusão barata e vazia, que o mercado está comprando”.
Segundo ele, Flávio não apresentou detalhes sobre como pretende executar o corte e a medida poderia comprometer políticas sociais e serviços públicos.
Durigan afirmou que retirar esse montante do Orçamento significaria cortar praticamente todas as despesas discricionárias do Executivo, que incluem gastos com manutenção de serviços e investimentos.
Para ilustrar os riscos, citou a possibilidade de interrupção de ações ambientais. “Tirar R$ 200 bilhões, que é toda a despesa discricionária que o Executivo tem, é voltar a ter desmatamento”, declarou.
O ministro também rejeitou a avaliação de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha aumentado excessivamente os gastos. Ele afirmou que, ao lado do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, contribuiu para reorganizar as contas públicas e declarou que o governo não gastou além do que estava previsto no Orçamento.
O ministro ainda criticou a gestão fiscal do governo de Jair Bolsonaro. Segundo ele, naquele período não houve uma correção consistente das contas públicas, enquanto o risco-país e o endividamento pioraram.
