A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quinta-feira (8), uma operação contra um grupo investigado por aplicar o chamado “golpe do falso advogado”. Dois suspeitos foram presos preventivamente em São Paulo. Segundo as investigações, eles seriam os principais operadores de um esquema que também envolvia associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Além das prisões, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de até R$ 3,5 milhões de contas dos investigados e de pessoas físicas e jurídicas apontadas como intermediárias das movimentações financeiras.
A investigação começou na Delegacia Territorial de Curaçá, no norte da Bahia, depois que três vítimas relataram prejuízos provocados pelo golpe. A partir dos casos, os policiais passaram a rastrear a movimentação financeira e a forma de atuação do grupo.
De acordo com a investigação, os criminosos conseguiam informações reais sobre processos judiciais em andamento. Os dados incluíam número das ações, nomes das partes, valores de indenizações ou acordos e informações sobre os advogados responsáveis pelos casos.
Com essas informações, os suspeitos entravam em contato com as vítimas por aplicativos de mensagens e se passavam pelos advogados. Eles informavam sobre uma suposta decisão favorável no processo e diziam que havia dinheiro a ser liberado.
