O estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, morto em novembro de 2024, recebeu a Carteira Profissional de Médico póstuma, em um ato de homenagem e reconhecimento simbólico.
Segundo a família da vítima, o documento foi entregue pelo presidente do CREMESP (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), durante um evento realizado nesta quinta-feira (8).
Marco Aurélio morreu após ser baleado por um policial militar em um hotel na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo.
A CNN Brasil entrou em contato com a CREMESP, mas não obteve retorno até a última publicação.
O estudante de medicina morreu em 20 de novembro de 2024, após ser baleado por um policial militar em um hotel na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo.
No boletim de ocorrência, a versão apresentada pelos PMs foi a de que Acosta tentou pegar a arma de um deles, momento em que o agente disparou. Os policiais atenderam uma chamada no local e relataram que o estudante estava “bastante alterado, agressivo, e resistiu à abordagem policial”.
No entanto, a versão contada pelos PMs não condiz com as imagens das câmeras de segurança do hotel, que mostram que o estudante não tentou pegar o revólver do policial.
Um vídeo gravado por uma câmera de circuito interno do estabelecimento mostra o momento em que os dois policiais abordaram o rapaz, que resiste e tenta chutar um deles. Marco Aurélio foi socorrido ao Hospital Ipiranga, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
