Autoexilado nos Estados Unidos, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi alvo de mandado de prisão nesta quinta-feira (8/10). Condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto, o cumprimento da prisão no Brasil dependerá de sua entrega às autoridades brasileiras, o que poderia ocorrer por meio de um processo de extradição.
Os processos de extradição são encaminhados ao Ministério da Justiça (MJSP), pasta responsável por conduzir os processos e pedidos de extradição no Brasil junto ao Ministério das Relações Exteriores. O simples pedido de extradição, contudo, não se traduz em cumprimento da pena.
Visto como um ato de soberania, os processos de extradição precisam ser autorizados pelo país que recebe o pedido. Ou seja, depende do aval dos Estados Unidos concordar e extraditar Eduardo Bolsonaro para que ele cumpra pena no Brasil.
Uma eventual autorização norte-americana também é considerada remota. Eduardo Bolsonaro reside legalmente nos Estados Unidos e vive sob a jurisdição do país desde julho de 2025, quando obteve o Green Card, documento que garante residência permanente no EUA e permite que estrangeiros vivam, trabalhem e estudem no país por tempo indeterminado.
Além da permanência em território norte-americano, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nutre uma relação de proximidade com a gestão de Donald Trump. Contexto que, para analistas, se transformam em mais um obstáculo para uma eventual extradição de Eduardo.
