O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, atribuiu a votação de menos de 1% obtida pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) na disputa pela Presidência da República à migração de votos para o também candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no 1º turno. Segundo Ribeiro, parte do eleitorado de direita antecipou o apoio ao candidato do PL na tentativa de derrotar o PT ainda na 1ª etapa da eleição.
“Uma migração do voto útil muito forte para o Flávio, como eu disse, um senso de urgência na tentativa de tentar matar a fatura no primeiro turno, acabou mitigando os votos do Zema”, afirmou em entrevista ao Poder360.
Ribeiro disse que esperava um desempenho melhor de Zema, que terminou a disputa presidencial em 6º lugar. Segundo o dirigente, o ex-governador foi prejudicado por concorrer na mesma faixa do eleitorado de Flávio Bolsonaro.
“Por o Zema ter uma sobreposição maior de votos, concorrendo praticamente na mesma raia do Flávio, ele acabou sendo mais prejudicado com isso, com essa desidratação”, declarou.
O presidente do Novo afirmou que a mudança de comportamento ocorreu principalmente nos últimos dias da campanha. Segundo ele, eleitores que pretendiam votar em Zema no 1º turno e apoiar Flávio em um eventual 2º turno decidiram antecipar o voto no candidato do PL diante da expectativa de derrotar o PT.
Ribeiro também afirmou que o movimento atingiu outros candidatos, mas teve impacto maior sobre Zema pela proximidade entre os eleitorados.
