Líderes estudantis franceses convocaram mais manifestações depois de se reunirem com o ministro da Educação do país, Edouard Geffray, nesta quinta-feira (8), afirmando que não estavam satisfeitos com os anúncios recentes do governo.
Geffray afirmou que daria detalhes de um plano de emergência para atender às demandas dos estudantes, em entrevista à televisão francesa.
Ele afirmou anteriormente que o plano de emergência visava garantir a substituição de professores ausentes, e que os horários escolares sobrecarregados também estavam sendo revistos.
Ele acrescentou que estava trabalhando em possíveis melhorias para o Parcoursup, o portal nacional online para inscrição em universidades, amplamente criticado por ser confuso e estressante para os candidatos.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu prometeu na noite de quarta-feira (7) que o governo apresentaria “respostas concretas, rápidas e totalmente financiadas” aos protestos até o final de outubro, sem oferecer detalhes específicos.
Os líderes dos protestos estudantis disseram que isso não era suficiente e convocaram novas marchas para a próxima terça-feira (13). Também circulam online convocações para protestos no dia 17 de outubro.
A resposta do governo está sendo prejudicada pela situação precária das finanças públicas.
O governo tenta aprovar um orçamento para 2027 que reduza o déficit para cerca de 5% do PIB, um feito que só pode ser alcançado por meio de medidas dolorosas de austeridade.
