As taxas dos DIs fecharam a quinta-feira (8) com baixas, em especial entre os contratos de longo prazo, ainda refletindo a liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno da disputa pelo Planalto.
A queda dos rendimentos dos Treasuries, que mais cedo exibiam altas, também justificou a retração das taxas futuras no Brasil.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,54%, com baixa de 5 pontos-base ante o ajuste de 12,593% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,6%, com recuo de 18 pontos-base ante 12,779%.
Desde domingo, com o resultado do primeiro turno, a taxa do DI para janeiro de 2035 acumulou queda de 153 pontos-base, em meio à avaliação de que Flávio é o favorito na disputa com Lula.
Nesta quinta-feira, após oscilarem próximas da estabilidade na abertura, as taxas dos DIs migraram para o território negativo, influenciadas tanto pelo “trade eleitoral”, que mantém o apetite dos investidores ao risco, quanto pelo cenário externo.
Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo, que mais cedo exibiam altas firmes, desaceleraram durante a manhã e se firmaram em baixa à tarde, ainda que o petróleo Brent tenha se mantido em alta.
