Belo Horizonte - Um sapo cururu está sendo tratado no setor de animais silvestres da Universidade Federal de Uberlândia, após ser atacado por um cão, no dia 17 de setembro. Apesar de vários problemas de saúde, o animal não passou por cirurgias, se recupera bem e poderá ser solto na natureza até o próximo sábado (10/10), de acordo com o coordenadora do setor, professor Márcio de Barros Bandarra.
“Ele tinha uma úlcera de córnea, que acaba o tratamento hoje. Vamos fazer o teste e se não tiver mais, o sapo deve voltar pra natureza entre amanhã e sábado”, afirma o professor.
O professor relatou que o sapo chegou à Universidade com feridas leves na pele, ele não conseguia ficar reto, que é uma sintomatologia nervosa. Além disso, o professor contou ao Metrópoles que o sapo cururu tinha intoxicação por amônia.
“A gente conseguiu diagnosticar, então, que ele tinha uma intoxicação por amônia, né. Ele não conseguiu excretar essa substância, fazer a troca com o ambiente. E aí esse acúmulo levou a essa sintomatologia nervosa que ele tinha”, esclarece Bandarra.
Após o bicho ser submetido a um raio-x, foi constatado uma constipação, e por isso o anfíbio não conseguia defecar, e ele também tinha uma luxação na patinha, como explica o professor.
“Durante o raio-x a gente percebeu que ele estava com constipação, que ele não conseguia defecar, né, então ele tem aquela dificuldade em defecar o acúmulo de fezes. E também que ele tinha uma luxação na patinha, no dedinho”, detalha o professor.
