O Brasil deve ter um superávit comercial de ao menos US$ 90 bilhões este ano a despeito da recente redução da estimativa oficial do governo para um saldo de cerca de US$ 85 bilhões, disse nesta quinta-feira (8) o ministro de Indústria Comércio Bens e Serviços, Márcio Elias Rosa.
Segundo ele, o país vem apostando na diversificação de mercados para compensar o impacto sobre as exportações de movimentos como o tarifaço dos EUA e o embargo a carnes bovinas e de aves imposto pela União Europeia.
“Continuo apostando em US$ 90 bilhões, se não passar de US$ 90 bilhões”, disse ele a jornalistas na Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro)”, disse.
Rosa disse que as negociações para flexibilização do tarifaço norte-americano estão caminhando e em três ou quatro semanas o governo brasileiro espera receber uma nova proposta dos EUA. “Nós podemos constituir um grupo de trabalho, se for o caso, enquanto isso as equipes técnicas podem dialogar.”
O Mdic reduziu na terça-feira sua projeção para o superávit da balança comercial brasileira em 2026 a US$ 84,4 bilhões, contra previsão feita em julho de saldo de US$ 90 bilhões, prevendo ganho menor nas exportações e arrefecimento de preços internacionais.
Apesar da revisão para baixo, o resultado ainda seria 24% mais forte do que o observado no ano anterior, quando o saldo foi de US$ 68,1 bilhões, e marcaria o segundo maior saldo da série histórica, atrás apenas do dado de 2023.
