O uso de um implante cerebral ajudou duas pessoas com paralisia grave a se comunicarem. A tecnologia funciona da seguinte forma: um dispositivo alocado no cérebro registra a atividade elétrica quando o voluntário tenta falar e fazer gestos e a transmite para a inteligência artificial (IA); em seguida, as informações são interpretadas e um avatar digital realiza as ações de comunicação, como acenar, balançar a cabeça e mexer os ombros.
A iniciativa, liderada pela Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos, baseia-se em interfaces cérebro-computador (BCIs, na sigla em inglês), e os resultados foram publicados na revista Nature Neuroscience em setembro.
Para testar a tecnologia, os participantes utilizaram uma grade com 253 eletrodos em uma região cerebral ligada à fala e aos movimentos. Nessa etapa, os voluntários foram treinados para falar frases e realizar gestos, momentos em que a atividade cerebral era registrada.
A partir dessas informações, a IA foi treinada para identificar padrões ligados a determinadas intenções. Em seguida, o sistema foi conectado ao avatar digital, permitindo que os participantes respondessem a perguntas e comentários por meio dos comandos previamente reconhecidos pelo algoritmo.
