O mercado global de milho entra no quarto trimestre de 2026 com uma oferta mais apertada e perspectiva de preços sustentados, segundo a StoneX. A menor produção nos Estados Unidos, as restrições às exportações da Ucrânia e o aumento do consumo brasileiro para a produção de etanol estão entre os principais fatores que devem reduzir a disponibilidade do cereal no mercado internacional.
A avaliação consta no relatório trimestral de perspectivas da StoneX. A consultoria destaca que os preços internacionais do milho terminaram o terceiro trimestre em níveis mais elevados do que no início de 2026, após um período de forte volatilidade.
A perspectiva de uma oferta global menor ocorre após uma temporada 2025/26 marcada pelo aumento expressivo da produção. A expansão, puxada principalmente pelo recorde de área e produção nos Estados Unidos, gerou formação de estoques globais de aproximadamente 30 milhões de toneladas e levou os estoques finais, excluída a China, ao maior nível da série para aquele ciclo.
Para a temporada 2026/27, porém, a produção norte-americana deve recuar. O USDA estima uma colheita de 401,3 milhões de toneladas, queda superior a 30 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior. A StoneX trabalha com uma projeção um pouco mais elevada, de 409,3 milhões de toneladas, mas ainda prevê um processo de redução dos estoques dos Estados Unidos.
