A MMG, empresa de mineração e metais listada na bolsa de Hong Kong, acusou nesta quinta-feira (8) as autoridades antitruste da União Europeia de ignorarem as evidências de que sua oferta pela aquisição dos negócios de níquel da Anglo American no Brasil não desviaria o abastecimento da Europa para a China.
As declarações foram feitas após uma audiência de um dia inteiro, na qual a MMG e a Anglo American defenderam o negócio de US$500 milhões perante as autoridades antitruste da UE, incluindo o principal dirigente da área de fusões da Comissão Europeia, Guillaume Loriot.
“A decisão da Comissão de abrir uma investigação aprofundada e as alegações de um plano para desviar o fornecimento de ferroníquel da Europa são fundamentalmente infundadas”, disse Troy Hey, gerente geral executivo de relações corporativas da MMG, aos repórteres.
“A Comissão utilizou seletivamente duas citações parciais e enganosas dentre mais de 200 mil documentos fornecidos pela MMG e seu principal acionista - enquanto ignorou todas as outras evidências, análises econômicas e de mercado que indicam o contrário”, afirmou ele.
A Comissão, órgão de fiscalização da concorrência da UE, alertou no mês passado que a MMG poderia redirecionar o fornecimento de ferroníquel para fora da Europa, prejudicando potencialmente os produtores de aço inoxidável do bloco.
O caso surge em meio a preocupações mais amplas da UE quanto à dependência da China no que diz respeito a minerais críticos.
