A Universidade Presbiteriana Mackenzie proibiu a realização de atos políticos dentro da instituição em um comunicado divulgado na última terça-feira (6/10). A decisão aconteceu após alunos do coletivo “Mack com Lula” convocarem uma assembleia no campus do Higienópolis, no centro de São Paulo.
No comunicado aos alunos, a reitoria do Mackenzie afirma ter tomado conhecimento por meio das redes sociais de “distintos eventos político-partidários dentro das instalações do nosso campus”. A instituição afirma que essas manifestações foram convocadas sem seu conhecimento prévio ou autorização.
A proibição, segundo a universidade, “pretende zelar pela segurança e bem-estar de todos” após receberem preocupações manifestadas por membros da comunidade acadêmica. O documento é assinado pelo reitor, Marco Tullio de Castro Vasconcelos.
O comunicado acontece logo após distintas manifestações políticas de alunos da instituição: na terça (6/10), o coletivo estudantil “Mack com Lula” convocou uma assembleia do comitê no Bosque da Fau, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da universidade, localizada no campus do Higienopólis, para discussão de um calendário de ações “dentro e fura dos muros da institução para disputar cada voto”, diante do resultado do primeiro turno das eleições no último domingo (4/10).
No mesmo dia, um grupo de WhatsApp intitulado “Caça aos Comunistas” iniciou uma articulação contrária às ações do coletivo, que reúne cerca de 20 pessoas.
